Depois da floresta -
O silêncio virou ruído de trator,
de rádio, de missa aos domingos.
Assim despontou Anahí:" essa bela flor"!
Sem imponência,
apenas um ponto no mapa,
mapa de muitas memórias,
misturada ao cheiro de querosene dos lampiões,
do café coado no coador de pano.
Depois da floresta,
agora resta o chão vermelho,
a soja, o trigo, o milho,
as estradas,
o sinal de celular.
O pó roxo traz lembranças:
vozes sem rosto, saudades de quem partiu.
Traz ecos de machados,
que ainda ecoam nas mentes e corações
daqueles que um dia ali chegaram,
Com Deus no coração e,
a esperança nos sacos de estopa.